Nesses tempos de Fake News e constantes ataques contra a imprensa e a liberdade de expressão, um trabalho de redação feita por uma aluna do 9º ano do ensino fundamental, chamou a atenção na Associação Profissão Jornalista (Apjor).


Em seu texto. Isabella Coelho Magalhães, 14 anos, aluna do colégio Grajaú Objetivo, na zona sul de São Paulo, fala justamente das notícias falsas. Na sua visão, a estudante relata os riscos que o compartilhamento dessas notícias que não têm fonte, apuração ou certeza da veracidade podem ocasionar para toda a sociedade.


Com isso, Isabella relata o quanto é importante o trabalho do jornalista profissional na apuração das informações e no relato dos fatos a serem publicados.


Veja abaixo:


PERCEPÇÃO JORNALÍSTICA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO
Por Isabella Coelho Magalhães


O jornalismo sempre fora um meio de adquirir informações sobre tudo e todos. Antigamente o jornal impresso era o que se tinha para apresentar ao público a opinião de forma imparcial do redator em relação à política, à sociedade, entre outros assuntos. Com o passar do tempo, as guerras e revoluções trouxeram um novo meio de comunicação: a tecnologia. Ela avançou e, atualmente, além de ser uma parceira demasiadamente benéfica nos armamentos bélicos, tornou-se uma ajudante para a sociedade e, infelizmente, uma inimiga também.


A internet veio com as mídias sociais, veículos públicos nos quais é possível a interação com milhares de pessoas entre si, por serem vistas por muitos torna-se fácil a propagação de notícias, sejam elas verdadeiras ou não. O mundo jornalístico atual não tem que se preocupar se os jornais serão impressos até de manhã; mas sim, se as suas informações serão desmentidas por pessoas que se dizem donas da verdade. Hoje não é mais possível confiar em qualquer cognição que nos é apresentada, é preciso buscar por essas cognições e verificar de que fonte são.


Uma das piores ameaças para o jornalismo deste século está sendo as “fake news”, notícias falsas que se propagam no mundo virtual; essas pessoas que espalham tais informações não compreendem os perigos que estão impondo às famílias ou civis. Uma notícia “falsa” é vista por uma pessoa, logo a repassa para um colega, e ninguém entende o quanto isso pode influenciar alguém de forma errônea.


Um jornalista deve correr atrás do tema que se quer divulgar e ao publicá-lo em algum veículo, ele deve estar ciente das consequências do que aquele informe causará nas pessoas. Ao depararmo-nos com as tão famosas “Fake News”, é necessário que se busque as mesmas informações ali presentes em algum outro veículo, um que tenha certo renome e duvide de qualquer informação que lhe pareça suspeita. Essas são as únicas formas, para que o jornalismo possa continuar a passar conhecimento para todo e qualquer público.

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