Com a popularização cada mais maior das redes sociais e o aumento no número de acessos, cerca de 75% dos brasileiros possuem ao menos uma rede social, e nela, curtem, compartilham notícias sem ao menos checar a sua veracidade ajudando ainda mais na deturpação dos fatos, o chamado Fake News. 

Para se ter uma proporção desse fato, podemos citar a o grande número de notícias que foi publicada nas redes na semana que antecedeu o julgamento da ex-presidente Dilma Rousseff.

Cerca de 8 mil reportagens foram publicadas em jornais, revistas, sites e blogs, sendo que três das cinco notícias mais compartilhadas no Facebook eram falsas. Juntos, estes textos tiveram mais de 200 mil compartilhamentos, o que nos leva a crer que mais de 1 milhão de pessoas tenham sido impactadas por notícias falsas no período.

No Brasil ainda não há uma legislação específica sobre o assunto, porém já há um conselho consultivo com o objetivo de sugerir a sua criação, pois há uma inquietação da sociedade, sobre o limite tênue entre o que é falso e o que é liberdade de expressão, principalmente no que tange a honra das pessoas atingidas.

A má notícia (e essa não é falsa) é que a onda de inverdades não se restringiu apenas ao processo de impeachment de Dilma Rousseff. Este foi apenas um exemplo, porém, ela está presente em nosso dia a dia e hoje influencia discussões nas mais diferentes áreas, da política ao esporte, passando pela economia e a cobertura ambiental.

Segundo o escritor italiano, Umberto Eco “As mídias sociais deram a palavra a uma legião de imbecis que antes só falavam numa mesa de bar depois de uma taça de vinho, sem causar qualquer prejuízo à coletividade".

Por isso, antes de compartilhar ou comentar uma notícia, verifique se a mesma é realmente verdadeira, se o autor ou o site são confiáveis. Outra forma, é checar a notícia diretamente no Google, através da sua barra de ferramentas. É só jogar o título e ver a sua veracidade, dá mais trabalho, porém pode evitar problemas futuros. Fica a dica !!!

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