A renda de assinaturas e coberturas patrocinadas já paga a operação

Os repórteres Felipe Seligman e Felipe Recondo cobriam Justiça em Brasília para o Estadão e a Folha. Um dia eles se deram conta da preciosidade do que tinham na mão: informação jurídica. Nem tudo o que eles apuravam tinha espaço nos jornalões e muita gente lia as matérias e queria saber mais. Em 2014 lançaram o Jota.

Os leitores e clientes do Jota são, na maioria, advogados (sócios e empregados) de pequenos e médios escritórios, departamentos jurídicos de empresas, profissionais não ligados diretamente ao Direito que querem “tradução” do que se passa nos tribunais e profissionais da área de relações governamentais.

Hoje o Jota tem duas áreas de negócios. O INFO, site que tem como geração de receita o pagamento da assinatura; e o PRO. No JOTA Pro há quatro áreas de cobertura: Poder, Tributário, Concorrência e Saúde. Além disso, existem as coberturas sob demanda. “O que a gente faz é pegar a informação e trabalhar em vários níveis”, resume Raquel Salgado, editora do Jota em São Paulo.

Com quatro anos de vida, o Jota fatura cerca de R$ 6 milhões por ano, ocupa duas salas de coworking e mantém 35 funcionários, sendo 30 jornalistas. A renda vem de assinaturas e coberturas patrocinadas e a operação já se paga.  A audiência está por volta de 650 mil visitantes únicos, 1,4 milhão de page views, 30 milhões de impressões nas redes sociais e 55 mil pessoas no mailing. O que mais motiva a Raquel a trabalhar no Jota é a perspectiva. “Nas redações (da mídia tradicional) você só vê cortes e demissões. Aqui (no Jota) tudo está crescendo. O fato de ser pequeno também permite criar – e também matar – coisas novas muito rapidamente”.

 

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