Informação para quem circula pela região: negócios, lazer, turismo e cultura

Há dois anos, quando voltou a morar em São Paulo após uma temporada em Brasília, o casal de jornalistas Denise Baccocina e Clayton Melo decidiu morar no Centro Velho. Ao se estabelecerem na Praça Roosevelt eles perceberam que a região tem muito mais vida cultural e entretenimentos do que mostram os suplementos de fim de semana dos jornais e revistas. Resolveram então abrir uma página no Facebook para compartilhar com os amigos as descobertas – os restaurantes e bares, a programação cultural, os cinemas, as baladas.

Para quem não conhece, o Centro Velho é uma região da capital paulista que foi rica e desenvolvida, entrou em decadência nos anos 70 a 90 e mais recentemente passou por um processo de revitalização. Denise e Clayton constataram que mesmo quem morava na região não sabia de tudo o que acontecia na área. “Os guias de programação mais conhecidos cobrem apenas uma pequena fração e a cobertura dos cadernos de cidades e cotidianos só fala de violência”, diz Denise.

Assim nasceu o Vida no Centro, um projeto que o casal prefere definir como “hub” (conector) de inovação e cultura. Mais que um site, é uma startup focada em assuntos voltados a quem circula pela região, não apenas para trabalhar, mas também para morar, empreender, se divertir, fazer turismo e programas culturais.

Para Denise, que começou na Economia, passou pela cobertura de Brasília e pela EBC, fazer matéria para o Vida no Centro é um delicioso desafio. Começa pelo tema, totalmente diferente de tudo que ela já fez, e passa por virar “patrão” de si mesma. “Estou amando mudar de assunto”, garante. Já Clayton tem outra história profissional. Ele decidiu empreender em 2004, e sempre foi ligado à área digital. Trabalhou no Meio & Mensagem, acompanhou o “boom” das pontocom, conheceu como funcionava a máquina da indústria da mídia. “Eu já via que aquela vida de redação ia acabar”, recorda.

Denise conta que o maior investimento que eles fazem no site é o próprio tempo e trabalho e que, para manter o projeto, eles dividem as tarefas. Clayton faz os contatos com as empresas, os potenciais patrocinadores e Denise faz as reportagens. Hoje o Vida no Centro tem uma audiência média de 80 mil pageviews por mês e já gera receitas, porém ainda não o suficiente para que eles possam se dedicar integralmente e cada um tem um trabalho de onde tiram a renda mensal para pagar as contas.

Mas as perspectivas são boas e eles estão cheios de projetos, incluindo uma websérie que já tem patrocinador. “Já sabíamos que demoraria para ser sustentável”, diz a jornalista, frisando que o mais importante é saber separar o editorial do financeiro e entregar um produto de qualidade e honesto. “A credibilidade do conteúdo é essencial, não adianta não ter patrão, mas não ter independência”.

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