Em geral, deu certo quem começou em bases estruturadas, com e recursos

 “A crise econômica teve um impacto considerável nos novos empreendimentos jornalísticos”, afirma o jornalista Sérgio Lüdtke, diretor da Interatores, empresa especializada em análise e planejamento da presença em mídias digitais. Emplacar um novo negócio na área jornalística digital já é difícil e mesmo aqueles que conseguem, enfrentam muitos obstáculos. Consultor em desenvolvimento para o ecossistema digital, Lüdtke acompanha de perto o segmento.

Segundo ele, os sites, portais e revistas eletrônicas de maior audiência como Poder 360°, Meio, Crusoé, Jota, Nexo surgiram em bases mais estruturadas, em geral com planejamento e recursos que viabilizaram o investimento. Os modelos de negócios variam e ele frisa que o mais correto é dizer que são iniciativas “consistentes” do ponto de vista de audiência e projeto. Mas financeiramente são modelos muito diversos e nem todos estão superavitários. “Então a questão econômica é chave”, diz.

“O financiamento continua sendo um desafio”, analisa Lüdtke. Segundo ele, com a crise econômica que eclodiu em 2016 houve um impacto no surgimento de novos empreendimentos e alguns mais antigos estão tendo que se reinventar.

Como tendência, Lüdtke menciona as empresas de fact-checking que vem se expandindo por conta da necessidade de combate a notícias falsas. Também o jornalismo de âmbito regional ou local tende a prosperar ainda que com equipes bem pequenas. Há espaço para os veículos sem fins lucrativos como a Agência Pública, Projeto Colabora, Amazônia Real – projetos que se mantém com bolsas, vaquinhas virtuais e recursos externo. “O ideal seria se o Brasil tivesse incentivo a essas iniciativas, seria muito útil que houvesse um fomento público à mídia nativa digital”, afirma Lüdtke.

 

Novas ferramentas exigem conhecimentos adicionais

Muita coisa mudou para os jornalistas nos últimos anos, menos duas: a vontade e a capacidade de contar boas histórias e a importância das fontes. No entanto, para quem não é nativo digital, o uso das novas “ferramentas” exige alguns conhecimentos adicionais.

Veja as dicas de Clayton Melo, jornalista e fundador do site A Vida no Centro, para quem está fazendo a transição do analógico para o digital:

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