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Categoria: Jornalismo
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Pesquisadores, professores de jornalismo e profissionais da imprensa lançaram, em 14 de novembro, em Coimbra, a Rede Lusófona pela Qualidade da Informação (RLQI), com a participação de Portugal, Brasil, Cabo Verde, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Macau e São Tomé e Príncipe. A entidade terá, entre outros objetivos, a realização de pesquisas internacionais, a promoção de debates na categoria jornalística e o desenvolvimento de atividades para a educação crítica dos meios de comunicação.

Lançará também um observatório de mídia para os países lusófonos e uma publicação que reflita a situação do jornalismo em língua portuguesa (ver quadro abaixo).

O principal articulador da RLQI é Carlos Camponez, jornalista, professor e pesquisador de comunicação e jornalismo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Segundo ele, a rede vai colocar a língua portuguesa a serviço da qualidade da informação, da democracia e do conhecimento.

“Em primeiro lugar, ela é uma rede de parceiros empenhados em ações que promovam a qualidade da informação. Em segundo lugar, é um projeto de colaboração de idéias, de informações, de estudos, onde todos participarão em igualdade de condições e conforme suas possibilidades e disponibilidades. Em terceiro lugar, é um projeto de intervenção autônoma, em que cada um dos membros tem a liberdade de ampliar sua base de representação em nível nacional, encontrar novos parceiros, criar seus projetos e buscar SUS fontes de financiamento PA a realização dos objetivos da RLQI”, afirmou Camponez em entrevista por e-mail para a APJor. 

De acordo com Camponez, a Universidade de Coimbra teve o papel promover o seu “arranque” da RLQI. “Mas o futuro dela será tanto melhor quanto mais ela não ficar refém de um país, de uma instituição ou de uma pessoa. “Somos uma parceria de realidades muito diferentes e disponibilidades diferenciadas. Mas a RLQI é isso mesmo: uma vontade de estamos juntos, de não deixar ninguém para trás”, disse.

Segundo Camponez, a assinatura em Coimbra do acordo que deu lugar a RLQI foi possível graças ao financiamento da Reitoria e do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS 20). “Mas o nosso desafio é conseguir financiamentos nacionais e internacionais, através de fundações nacionais e internacionais e de candidaturas de projetos”, afirmou.

O professor Josenildo Luiz Guerra, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), que esteve no lançamento da RLQI, informou que a participação do Brasil na rede será por meio do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), do Departamento de Jornalismo Universidade e Federal de Santa Catarina (UFSC), liderado pelo professor Rogério Christofoletti, e pela Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi), rede que reúne17 grupos de crítica de mídia

 

Todos os objetivos da RLQI

  1. Reunir informação e criar parcerias ao nível da comunidade científica da Comunidade de Países de Língua Portuguesa para participarem na criação de um acervo público de conteúdos, estudos, jurisprudência, publicações, assim como de projetos de investigação no domínio da ética e da deontologia do jornalismo no mundo e apresentá-la, analisá-la, disponibilizá-la e divulgá-la, em língua portuguesa, à sociedade civil, acadêmica e sócio-profissional.
  2. Incentivar a criação de projetos comuns de investigação, através da partilha de recursos, de conhecimento especializado e de experiências, com vista à criação de uma área de estudos comparados da deontologia no espaço lusófono.
  3. Constituir-se como um fórum permanente e atualizado destinado a reunir o pensamento e iniciativas de investigadores, profissionais e cidadãos, preocupados com a qualidade e a responsabilidade social do jornalismo.
  4. Incentivar o diálogo entre a academia, as associações sócio-profissionais e os cidadãos, através de plataformas digitais públicas do espaço lusófono.
  5. Organizar encontros, colóquios, seminários e congressos de caráter científico, sócio-profissional e cívico, sobre a deontologia do jornalismo.
  6. Desenvolver estudos sócio-profissionais sobre os jornalistas no espaço lusófono.
  7. Promover, apoiar e participar em formas de corregulação dos media e do jornalismo, assim como em iniciativas que promovam a responsabilidade social dos media, dos jornalistas, da academia e dos cidadãos nos domínios da informação e da comunicação públicas.
  8. Criar um espaço de acesso público de divulgação e interação de iniciativas, através de um espaço multimédia.
  9. Desenvolver e participar em ações de literacia (competência) para os media.
  10. Criar um Observatório da Deontologia do Jornalismo.

OBS: O jornalista Antônio Graça é colaborador da Associação Profissão Jornalista.

Crédito da Foto: Universidade de Coimbra

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