Relatório elaborado pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) em parceria com a Enasp (Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública), divulgado na terça-feira (30), aponta que entre 1995 e 2018 um total de 64 jornalistas e comunicadores foram assassinados no Brasil no exercício da profissão ou em razão de sua atividade.

Os crimes foram solucionados em pouco menos da metade desse total (32 casos) e outros 16 seguem sendo apurados. Além disso, em 7 deles os autores não foram identificados. Outras 7 ocorrências os organizadores do relatório não conseguiram obter informações processuais.

Ainda segundo o estudo, os estados que registraram mais mortes  de comunicadores foram o Rio de Janeiro (13 ocorrências), Bahia (7) e Maranhão. O período entre 2011 e 2016 foi o que registrou a maioria dos homicídios (35 casos). 2015 foi o ano, segundo o estudo, mais violento, com 8 mortes.

De acordo com o CNMP, que tomou por base levantamento da Unesco (Organização das Nações Unidas), o Brasil é o sexto lugar mais violento do mundo para jornalistas.

“Estamos atrás apenas de países em manifesta crise institucional, política e até humanitária, como Síria, Iraque, Paquistão, México e Somália”, aponta o estudo, feito com base em documentos oficiais fornecidos pelos estados.

O relatório, intitulado “Violência contra comunicadores no Brasil: um retrato da apuração nos últimos 20 anos”, foi lançado na véspera da comemoração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3 de maio). Os dados estão classificados por estado, ano e status (em andamento, não solucionado, parcialmente solucionado, solucionado ou sem informação).

O relatório está disponível aqui.

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