Como estudante de jornalismo pude perceber o quão grande é a diferença entre homens e mulheres em sala de aula. As mulheres dominam a sala, passeiam por diferentes áreas do conhecimento e anseiam por editorias no jornalismo totalmente diferente das dos homens. A maioria deles, porém não todos, desejam a tão sonhada vaga na redação de um veículo de esportes ou games.

Em um período tão forte de luta por igualdade de gênero, o cenário visto nas faculdades também não foge da realidade das redações. São poucas as professoras que nos assistem, a maioria dos professores ainda são homens. Onde estão as mulheres no jornalismo?

Essa pergunta pode ficar um pouco sem sentido quando paramos para analisar alguns veículos jornalísticos da televisão brasileira. A Rede Globo, por exemplo, vem adotando uma conduta mais igualitária. Em programas como Jornal Hoje, Jornal Nacional e até mesmo o Fantástico, possuem âncoras mulheres, como Sandra Annenberg e Renata Vasconcellos.

Porém, fora das câmeras a realidade é bem diferente. Já fui avisada por professores que certos veículos, principalmente o de esportes, ainda são extremamente machistas ao contratarem mulheres para algum cargo na redação. Se houver um homem e uma mulher com as mesmas capacidades e de formações iguais, a vaga com certeza será preenchida pelo homem, afinal “homem sabe mais de esporte”.

O que poucos sabem é que mesmo com tantas dificuldades de assumirem cargos iguais e fazerem sua carreira tal como seus colegas de trabalho, alguns jornais são protagonizados por muitas mulheres, inclusive em cargos mais altos. É o caso do Valor Econômico, portal de grande influência na área da economia no Brasil, que possui como uma de suas diretoras-executivas Célia Gouvêa Franco, além de Vera Brandimarte como diretora de redação.
Para chegar em cargos como esses, sem dúvidas houveram muitas dificuldades e preconceitos. Não é de hoje que mulheres são superestimadas e muitas vezes acusadas de usarem seu “poder feminino” para conseguirem algo em troca.

Seja falando sobre esportes, moda, cultura, games ou economia, as mulheres sempre são capazes de fazer um bom trabalho e tem muito para mostrar nessa nova era do jornalismo digital, onde tudo é cada vez mais ágil e prático. Esperamos, então, que todo esse cenário mude, e que muitas mulheres continuem fazendo seus nomes no meio jornalístico, como Eliane Brum, Monica Bergamo, e tantas outras que ainda estão por vir.

Gabriela Giacomini – Faculdade Anhembi Morumbi 

 

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