Uma nova ferramenta vai mudar o jeito dos jornais brasileiros de medir a audiência a partir do fim deste mês. Intitulada "Métrica Única de Audiência", a metodologia mescla dados de três diferentes serviços já existentes e permite que os veículos tenham uma visão mais precisa de seu público.

 

De acordo com o jornal O Globo, a ideia de criar a nova métrica nasceu dos debates realizados pela Associação Nacional de Jornais (ANJ). O Instituto Ipsos, que gerencia a elaboração da métrica, é o responsável pelo Estudo Geral de Meios (EGM), estudo feito para aferir o número de leitores de jornais nas principais regiões metropolitanas do país.

Agora, os dados da EGM serão adicionados aos da audiência da Media Metrix, método de pesquisa mais utilizado para a avaliação de marcas na internet, produzido pela comScore. Também serão acrescentados os números do banco de dados do Instituto Verificador de Comunicação (IVC), que audita a circulação e, mais recentemente, o número de acessos às edições digitais.

"O mundo da mídia hoje exige que os veículos se preocupem com o relacionamento com leitores e anunciantes em todas as plataformas. Nesse contexto, o jornal ganhou asas. Nunca tanta gente teve tanto contato com esse veículo", afirmou Flávio Ferrari, diretor da empresa de pesquisa Ipsos, no MaxiMídia 2015, principal evento do mercado de comunicação do país.

Durante o encontro, Nizan Guanaes, sócio do grupo ABC e dono das agências de publicidade DM9 e Africa, comentou sobre a importância que cada tipo de veículo de mídia tem no setor. "É preciso ter claro que, além dos meios digitais, mídias como a televisão, o rádio, os jornais e as revistas têm um poder que não pode ser esquecido", ponderou ao lembrar que títulos como a The Economist e os jornais Washington Post e Financial Times movimentaram cifras milionárias em recentes transações de compra e venda de participação acionária.

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